Participantes – Thailan Fraporti, Thais Martins da Silva, Luciana Tovo-Rodrigues, Mara Helena Hutz, Luís Augusto Rohde, Verônica Contini, Júlia Pasqualini Genro.
A cafeína é uma das substâncias psicoativas mais consumidas mundialmente, consumo este, que se estende desde a infância até a vida adulta. Indivíduos com transtornos psiquiátricos são mais propensos a desenvolverem efeitos adversos da cafeína, como taquicardia e pensamentos acelerados. Esta substância possui diferentes ações entre os transtornos psiquiátricos, desde uma resposta ansiogênica exacerbada nos transtornos de ansiedade até uma melhora em funções prejudicadas, como a atenção, no TDAH. A cafeína também atua nos canais de cálcio, onde exerce funções como a liberação do estoque intracelular a partir de uma ação antagonista. Estudos moleculares têm sugerido um papel de genes de canais de cálcio e da cafeína na susceptibilidade dos transtornos psiquiátricos. O principal objetivo deste trabalho é explorar os efeitos de variantes genéticas relacionadas à resposta a cafeína e a canais de cálcio no TDAH e suas comorbidades, tanto na amostra clínica de TDAH como na Coorte de Nascimentos de 1993 de Pelotas.